Entranha-se a terra nas unhas,
na pele de quem dela vive
e assim crescem árvores na alma,
cultivam-se sementes,
e pássaros voam alto
em céus chuvosos, abençoados.
Nos rostos as rugas,
e nas mãos as enxadas,
os pedaços de nuvens no adormecer merecido,
e as dores do cansaço da lavoura.
O que se é e se canta,
lá longe nos prados,
só a lua o sabe
e a lua o diz ao sol.
Dia a dia, a terra aberta,
e suja a roupa,
fica o cajado gasto.
Confidente a ladeira dos caminhos
e a soleira da pequena casinha de pedra,
segredos suspirados no infinito verde
que parece não encontrar novas paragens.
Assim vive um apaixonado,
um sonhador de viagens e mundos.
Assim vive um lavrador.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
As páginas de um livro são, tantas vezes, as páginas da nossa própria história. As palavras são as mesmas; não diríamos melhor. Está lá tudo; as pausas são as nossas, as respirações, dos nossos pulmões como se tivessem sido expiradas. E os parágrafos, as mudanças de linha; da nossa vida.
Já li tantos livros.
E continuo a folhear novas páginas.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
terça-feira, 31 de julho de 2007
sábado, 28 de julho de 2007

quando me apareces à porta;
e as patas pesam-te o andar,
como se levasses ouro nos bigodes.
Balanças-te, majestoso,
e essas pérolas negras em pano verde,
reclamam-me.
Pintava-te um retrato, gato.
Mas já deixaste a porta vazia:
no seu lugar uma longa sombra
e um miadinho afinado.
Rindo, imagino pois,
a passadeira vermelha em que te passeias.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
segunda-feira, 9 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
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